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Resolva seus problemas com colunas cromatográficas

Suas colunas cromatográficas estão em boas condições?

Para ter certeza de que sua coluna cromatográfica está em boas condições para sua análise, teste a coluna após a instalação no equipamento, sempre antes de sua análise. Realize análises exploratórias de padrão e amostra, compare os resultados com resultados anteriores conhecidos.

Você sabe quais são as principais causas de sua coluna ter sua vida útil encurtada?

  • A preparação das amostras é a primeira causa. Amostras “sujas”, ou limpas de forma inadequada, podem criar sérios prejuízos à sua coluna.
  • A outra principal causa é o estabelecimento de parâmetros da metodologia incompatíveis com a coluna (fora da faixa de pH ou temperatura recomendados pelo fabricante).

Preparo da amostra | Amostras sujas ou limpas inadequadamente

Caso a amostra não seja bem preparada podem ocorrer precipitações, desativação do gel de sílica e sua modificação, reações químicas dentro da coluna, poros bloqueados da sílica gel, efeitos de força iônica ou da força do solvente. Fique atento para os seguintes sinais que podem indicar um problema na preparação da sua amostra:

  • Aumento da pressão de trabalho, podendo causar: danos em material de sílica de diâmetro mais largo, aumento da pressão do material polimérico, aumento do volume morto da coluna.
  • Diminuição da capacidade de separação da coluna
  • Efeitos de matriz/ coeluição
  • Picos quebrados
  • Picos com cauda frontal, cauda posterior ou alargados

Colunas cromatograficas - Amostras limpas inadequadamente

Para evitar que qualquer desses problemas ocorram, é muito importante que haja uma filtragem de amostra, que seja usado filtro de linha e que um SPE (online ou offline) seja considerado, dependendo do caso. Também o uso de pré-colunas são altamente recomendados, bem como é possível considerar-se a troca de sua coluna por uma coluna com enchimento de partículas e tamanho de poro maiores.

Caso sua coluna tenha sido entupida devido a uma amostra suja, você pode tentar inverter a coluna, desconectando do detector, e lavar a coluna com um solvente de alta eluição. Por exemplo, para acúmulo de sal, injetar 0,01 M HNO3 ou NH3 diluído, para acúmulo orgânico, injetar THF, DMSO ou DMF. Também não esqueça de substituir os conectores contaminados ou entupidos.

Parâmetros da metodologia incompatíveis com a coluna

Os parâmetros mais importantes são a correta combinação de coluna e fase móvel (quanto à polaridade, ao pH, à estabilidade da modificação), temperatura (faixa de trabalho ótima: 4 – 40 °C, faixa de trabalho de curto prazo: 45-50 °C, evitar ou usar por muito pouco tempo: 60 – 80 °C) e fluxo. Caso os parâmetros não tenham sido corretamente definidos, podem ocorrer:

  • Desativação de modificação da coluna, devido à polaridade e força iônica da fase móvel;
  • Reações com ou destruindo a modificação de sílica gel, devido ao tipo e pH da fase móvel (para pH elevado, a sílica se dissolve, para baixo pH, pode haver dissolução da modificação);
  • Possibilidade de dissolver ou destruir o transportador da fase estacionária, devido ao tipo e pH da fase móvel.

Fique atento aos seguintes sinais de que os parâmetros não foram bem definidos e sua coluna está sofrendo sob as condições de análise:

  • Sem ou menor desempenho de separação
  • Menor reprodutibilidade
  • Picos divididos
  • Cauda frontal / cauda posterior / Picos largos
  • Sangramento da coluna / linha de base com ruído

Parâmetros da metodologia incompatíveis com a coluna

Para evitar que quaisquer desses problemas ocorram, se atente para a leitura das orientações do fabricante da coluna, ao uso de solventes de grau de HPLC, ao desenvolvimento de métodos que não trabalhem sob condições críticas, ao uso de pré-colunas ou colunas de sacrifício e considere o uso de colunas especiais (alto grau de encapamento ou colunas especiais para alta temperatura de trabalho).

 


Conheça nossa linha completa de colunas cromatográficas.

Confira também os posts detalhados que estamos fazendo dos outros problemas do guia em nosso blog nesse link.

 

 

 

 

 

3 Comments
  1. Bom dia,
    Estou tendo problemas com o desenvolvimento de uma metodologia de Fluconazol (RDC 53 – Metodo indicativo de estabilidade). Consigo separação de todas as impurezas e sinal adequado quando trabalho com altas concentrações. Mas depois de algumas injeções (<30 injeções) ocorre um aumento de pressão e a deformação dos picos.
    1) Informações gerais do método:
    Coluna: YMC Triart C18 (150 x 4,6) 3 µm
    Pré-Coluna (Shodex Asahipak): ODP – 50G 4A C18
    Concentração de Trabalho: 1,6 mg/mL
    Fase Móvel A: Formiato de Amônio 630 mg/L (pH em torno de 6,0)
    Fase Móvel B: Acetonitrila
    Diluente: Utilizar Fase Móvel A
    Comprimento de Onda: 260 nm
    Fluxo: 1,0 mg/mL
    Volume de Injeção: 100 µL
    Temperatura da Amostra: 7°C
    Temperatura da Coluna: 35°C
    Equipamento (HPLC): Waters: Acquity – ARC
    pka do fluconazol é de 11,01 – 2,94 e 2,56.
    pH da fase fica em torno de 6,0

    Tempo (min) Fase Móvel A Fase Móvel B
    Inicial 90 10
    20 88 12
    27 88 12
    30 85 15
    40 85 15
    55 65 35
    60 65 35
    63 90 10
    73 90 10

    Nota1: Eu acho que pode estar ocorrendo precipitação da amostra na coluna, causando o aumento de pressão e deteriorando, diminuindo drasticamente sua eficiência.
    Nota2: Pelos valores de referenciados de pka e pH acredito que possa estar ocorrendo precipitação da amostra na coluna.
    Nota3: Outro fator que pode estar diminuindo a vida util da coluna é a alta contração da amostra que é de 1,6 mg/mL (preparada em placebo).

    Qual a opinião de vocês ?

    • cara, sua amostra está extremamente concentrada!
      Alguns fabricante estipulam no máximo 10 % do volume de uma coluna ,no seu caso seria 70uL de injeção ,

      Recomendo fazer varredura das impurezas para verificar o melhor comprimento de onda , feito isso comprar um filtro de linha de 0,5 micra macho conexão

      isso sem contra ,filtração em 0,22 mica para amostra , a cada 10 amostra injetar branco e padrão controle ,

      boa sorte !

  2. Boa tarde.

    Estou tendo problemas com o desenvolvimento de uma metodologia de Progesterona em matriz de silicone não-vulcanizado. No desenvolvimento do parâmetro de degradação ácida, surge um degradante coeluindo com a progesterona, não passando na pureza de pico. Em todos os outros parâmetros (degradação alcalina, oxidante, térmica e UV), apesar dos degradantes surgirem, não coeluem com a progesterona.

    Informações gerais do método:
    Coluna: Luna C18(2) 150 mm x 4,6 mm x 5,0 µm
    Concentração aproximada: 30 µg/mL
    Fase Móvel: Metanol:Água (75:25)
    Diluente: Diclorometano (20% para extração da progesterona da massa de silicone), completando com metanol.
    Comprimento de Onda: 242 nm
    Fluxo: 1,0 mg/mL
    Volume de Injeção: 10 µL
    Temperatura da Coluna: 30°C
    Equipamento (HPLC): Agilent 1260
    Software: Empower 3.0

    Obrigado.

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